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Sexta, 19 Maio 2017 09:43

Vamos viajar para Paraty?

Vamos viajar para Paraty? Paraty e suas construções coloniais // Foto: Serlunar

Paraty é uma ótima parada para quem está no Rio, Minas ou São Paulo. Na verdade, em qualquer lugar!

A cidade mantém o ar histórico com suas construções coloniais, culinária acolhedora e calendário de festas tradicionais.

Destino de turismo ecológico, sede de mostras de cinema, literatura e arte, além do título de uma das capitais da “pinga” também fazem parte de seu currículo.

 

Vamos viajar para Paraty? – Um pouco de história

Paraty, a cidade convertida Monumento Nacional em 1966, possui o turismo como sua principal atividade econômica. E nem é preciso dados estatísticos para comprovar isso… É só andar pelas suas ruas de pedra e constatar a quantidade de línguas diferentes em que as pessoas conversam. O responsável por esse sucesso é, paradoxalmente, a fase de decadência que a cidade passou. Mas, vamos do começo.

Paraty teve atuação pulsante nos ciclos históricos do ouro, da cana-de-açúcar e do café, e mantinha sua importância comercial. Com a construção da ferrovia que criou uma nova rota em Rio e São Paulo, através do Vale do Paraíba, o comércio local sofreu um grande baque. O fim da escravidão – a cidade foi um centro de negociação de escravos – agravou, ainda mais, o quadro negativo das atividades econômicas da cidade. Isolada, Paraty não modernizou sua arquitetura como outras cidades brasileiras, mantendo suas construções coloniais e natureza preservada. Com a abertura da BR-101, a partir dos anos 80, o turistas redescobriram o refúgio.

 

Vamos viajar para Paraty? – O que fazer?

Passear pelo centro histórico é obrigatório. Ainda que cheia de turistas e vendedores ambulantes, essa parte da cidade não perde o seu charme. Lojas de artesanato, móveis, bijuterias, cachaça, bons cafés, restaurante deliciosos, doces caseiros e galerias de artistas locais estão na rota de passeios. Para conferir a programação cultural, conheça a Casa da Cultura.

A história de de Paraty sofreu forte influência religiosa. Só no Centro Histórico são quatro igrejas. Antigamente, cada uma era destinada a uma parte da população. A Igreja Santa Rita, por exemplo, foi edificada por homens pardos libertos. Já a Igreja Nossa Senhora das Dores foi construída para senhoras aristocratas e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito recebia escravos negros que ajudaram na sua construção.

Você sabia que a pinga produzida em Paraty era mais cara no país por sua alta qualidade? E que, durante muito tempo, pedir uma dose de “paraty” era o mesmo que pedir uma dose de aguardente? Acredita-se que, desde 1600, a cachaça é produzida na cidade. No entanto hoje, dos mais de 100 alambiques que funcionaram em Paraty, somente 7 estão ativos. A boa notícia é que é possível visitá-los e conhecer o processo de produção da bebida. Para degustar, não perca o “Festival da Pinga”, que acontece nos meses de agosto na cidade.

Falando em Festivais, a Festa Literária Internacional de Paraty, mais conhecida como Flip, acontece em julho. Já a Folia Gastronômica de Paraty, sempre com presença de grandes chefs estrelados, acontece em novembro. As reservas devem ser feitas com bastante antecedência.

Depois de tanta agitação, que tal despertar o lúdico e a emoção? O Grupo Contadores de Estórias apresenta seu teatro do bonecos regularmente no Teatro Espaço.

 

Vamos viajar para Paraty? – Belezas Naturais

Paraty está localizada entre a serra e o mar. Por isso, são inúmeras atividades de mar, rios, cachoeiras, trilhas, etc.

Se puder sair de barco (ou tiver disposição para encarar uma trilha pesada), não perca o saco do Mamanguá, uma entrada de mar com 8 km de extensão e 2 km de largura. Possui 33 praias, 8 comunidades caiçaras, além de um lindo mangue preservado com fauna e flora nativa. Espere encontrar caranguejos passeando livremente por lindas bromélias.

Para escolher a praia do seu passeio, é importante dar uma olhadinha no mapa de Paraty para conhecer os acessos. Algumas praias necessitam de carro, outras de barco e outras se acessa por trilhas. As praias mais procuradas são a do Pontal, no centro histórico, e a Jabaquara.

Agora, se o que você busca são paraísos perdidos e beleza natural, a dica é dar uma escapadinha. Para conhecer a vila de Trindade, a dica é pegar os ônibus, que saem de hora em hora da rodoviária. De lá, uma curta caminhada leva até a Praia do Meio. Menos deserta e com maior estrutura de apoio, a Praia do Rancho percorre a vila.

A Praia do Sono é outra maravilha natural, mas, para o acesso é preciso percorrer uma trilha de, aproximadamente, 1h30, ou pagar pela travessia de barco. O local tem estrutura turística pequena, mas a paisagem compensa.

 

 Fonte eugosto

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