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Quinta, 02 Fevereiro 2017 10:36

Destinos para amantes da arquitetura na Cidade do México

Destinos para amantes da arquitetura na Cidade do México Cidade flutuante de Xochimilco

Séculos de história criam um universo arquitetônico bem interessante na capital mexicana

Para os astecas, o local onde hoje fica o Centro Histórico da Cidade do México era o centro do universo.

Foi ali que eles fundaram sua capital, Tenochtitlan, em 1325. A cidade branca, marcada por pirâmides multicoloridas, surpreendeu os invasores espanhóis do século 16. Hoje a maior metrópole das Américas guarda o encanto. Além de ruínas das construções indígenas, amantes de arquitetura podem conhecer belos edifícios do período colonial e clássicos do modernismo, como a casa do consagrado arquiteto Luiz Barragán.

Conheça abaixo 9 construções e bairros que você não pode perder.

 

 

 

Casa e Estúdio de Luiz Barragán, em San Miguel de Chapultepec.

Construída em um bairro (originalmente) humilde, a morada tem tanta importância para a arquitetura mundial que foi considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, em 2004. Em seus 1161 m², Barragán misturou o modernismo internacional às tradições construtivas mexicanas e teve todo um cuidado especial com o efeito da luz solar. A casa envolve múltiplos sentidos, como suas cores alegres, mas suaves, com a textura dos materiais naturais usados na construção e com os aromas do jardim.

Templo Mayor, no Centro Histórico.

Desde a década de 1970 arqueólogos escavam essas ruínas, o mais sagrado conjunto de templos, pirâmides e locais de adoração do Império Asteca. Turistas podem conferir partes de dois templos, dedicados aos deuses da guerra e da chuva. Um museu (foto) guarda objetos desenterrados, como potes de barro, urnas, máscaras, caveiras e facas oferecidos aos deuses.

Museu Frida Kahlo, em Coyoacán.

A mais famosa pintora do México do século 20 nasceu e morreu nessa casa pintada de azul por dentro e por fora. Herdeiros preservaram a morada cuidadosamente, a pedido do marido de Frida, o muralista Diego Rivera. Hoje, 25 mil visitantes conhecem detalhes da vida da artista mensalmente. Ainda está lá, por exemplo, o espelho que sua mãe instalou no teto para que a moça pudesse criar auto-retratos enquanto convalescia de um acidente no ônibus. Também é possível ver as coleções de ex-votos, vasos tradicionais e mariposas (a última, um presente do escultor japonês Isamu Noguchi). E, claro, vale conferir telas como Viva la Vida (1954) e Frida y la cesárea (1932), além das obras de arte popular mexicana.

Teotihuacan.

Essas ruínas a 50 km da capital são o centro cerimonial de uma cidade que chegou a ter 36 mil km² e pelo menos 25 mil habitantes no seu ápice, entre os séculos 1 e 7. A Avenida dos Mortos cruza a área de norte a sul; ao seu redor foram posicionados palácios, instalações públicas e templos dedicadas aos deuses, como as pirâmides do Sol (foto, com 75 m de altura), da Lua e da Serpente Emplumada. Depois do declínio da cidade, os astecas preservaram os edifícios e os incluíram em sua religião. Eles deram ao conjunto o nome atual, que significa, “o local onde os deuses foram criados”.

Cidade flutuante de Xochimilco.

Quando os invasores espanhóis chegaram à capital do Império Asteca, encontraram um grande lago, pontilhado por canoas brancas e uma ilha, com torres e fortalezas. Os colonizadores destruíram a cidade e drenaram o lago, mas a ocupação lacustre foi preservada na região de Xochimilco, 28 km a sul da Cidade do México. Lá ainda é possível encontrar as chinampas, ou jardins flutuantes, onde se cultivam alimentos. Turistas podem navegar pelos canais em barcos coloridos chamados trajineras.

Catedral Metropolitana, no Centro Histórico.

A construção dessa igreja dedicada à Assunção de Maria iniciou em 1524, sobre as ruínas dos templos astecas destruídos pelos espanhóis. A fachada, última etapa da obra, só foi concluída em 1813. O edifício resultante é um verdadeiro mostruário de estilos que vão do gótico ao neoclássico. Os materiais usados – muitos retirados dos templos indígenas – incluem a pedra calcária caliza, madeira, metal, a rocha vulcânica tezontle, mármore e estuco.

Palacio de Bellas Artes, no Centro Histórico.

As obras desse edifício iniciaram em 1901 e só terminaram em 1934. Nas três décadas, o prédio foi afetado tanto por problemas estruturais quanto pela Revolução Mexicana e posteriores turbulências políticas. O exterior mistura os estilo neoclássico e Art Nouveau, segundo o projeto original, do italiano Adamo Boari. Já o interior foi redesenhado em estilo Art Deco pelo mexicano Federico Mariscal. Dentro, não perca os murais de Diego Rivera e a cortina do palco, um mosaico criado com 1 milhão de peças de cristal Tiffany, retratando o Vale do México.

Campus central da Universidad Nacional Autonoma de Mexico, em Coyoacán.

Mais de 60 arquitetos projetaram essa cidade universitária construída entre 1949 e 1952. O trabalho inclui prédios e jardins em estilo moderno, com referência ao passado pré-colonial do México. Espalhados pelo campus também estão murais de artistas como Diego Rivera, David Alfaro Siqueiros e Juan O’Gorman, que pintou o exterior da biblioteca central (foto).

Museu Soumaya de Plaza Carso, Novo Polanco.

Um dos mais recentes museus da Cidade do México, o Soumaya Plaza Carso abriga arte européia e asiática desde 2011. O edifício em formato de bigorna não tem janelas: está coberto com 16 mil placas de alumínio hexagonal que não se tocam e, assim, parecem flutuar ao redor do edifício. O interior tem seis pisos conectados por uma rampa em espiral. A visita começa no andar mais alto, cuja cobertura transparente garante iluminação natural, e termina no térreo. O arquiteto mexicano Fernando Romero criou o projeto, com consultoria de Ove Arup e Frank Gehry.

Fonte casa.abril

 

 

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