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Quinta, 09 Novembro 2017 14:31

Sid Ferreira faz viagem nostálgica pela noite carioca em nova música

Sid Ferreira faz viagem nostálgica pela noite carioca em nova música Sid Ferreira - Silent Rio

O Rio de Janeiro é uma das cidades mais reverenciadas em canções mundo afora - ao lado de Paris e Nova York, capitais igualmente romantizadas no cancioneiro popular - por vezes com desolação, paixão e nostalgia.

Reunindo esses três elementos, Sid Ferreira canta a Cidade Maravilhosa em “Silent Rio (Carioca)”, canção que irá integrar seu novo álbum, “Outros 500”. Para divulgar a novidade, Sid disponibiliza um vídeo da faixa, que tem participação especial da cantora sul coreana Yumi Park.

 

Assista “Silent Rio (Carioca)” - abaixo.

 

No novo trabalho, como já demonstrou na primeira canção divulgada, “F.D.P. (Filosofia dos Políticos)”, Sid Ferreira vai além dos relacionamentos amorosos. Em “Silent Rio”, o amor pelo Rio de Janeiro recebe destaque, ganhando forma em cenas das belezas naturais e paisagens urbanas da cidade, que dividem espaço com momentos da gravação do clipe em estúdio. Piano, baixo acústico, flauta, violão e bateria compõem um arranjo sutil e elegante na fronteira entre jazz e bossa nova, que casa perfeitamente com a atmosfera carioca, dos pontos turísticos aos lugares mais cotidianos.

 

A inspiração para “Silent Rio” veio ouvindo outro artista também muito influenciado pela bossa nova: Ivan Lins, que assim como o gênero musical carioca, é reverenciado pelo mundo todo.

"Faz quase dez anos, durante o show de lançamento do CD ‘Nossas Canções’, no SESC de Madureira, Ivan Lins conversava com seu parceiro de palco, Celso Viáfora, sobre o orgulho de ser carioca e que apesar de estar sempre rodando o mundo fazendo shows, o Rio de Janeiro era o seu lar. Eu estava na plateia ouvindo as conversas que eles tinham entre uma música e outra, e em dado momento Ivan comentou de uma frase que havia lido em algum lugar (não lembro se em um livro ou poema) que dizia algo como: o Rio tem algo especial que amanhece e aqui parece que tudo se amou. Ao ouvir essa fala, os versos do que viria a se tornar a letra de ‘Silent Rio’ vieram à minha mente”, relembra Sid.

 

O cantor, violonista, compositor, arranjador e produtor consegue criar pontes com sua arte, unindo histórias e banindo preconceitos. Músico desde os 15 anos, sua carreira começou oficialmente em 2016, quando produziu e lançou o disco de estreia “Sem Fantasia”, com um repertório autoral que reuniu as composições criadas durante o período de sua formação musical. Em 2011, ao iniciar curso básico de música na Escola de Música Villa Lobos, passou a fazer parte do coro de câmara da Escola, onde criou seu primeiro arranjo vocal para a música “Ciranda da Bailarina”, de Chico Buarque e Edu Lobo. Sua formação também inclui o bacharelado em Música e Tecnologia, no Conservatório Brasileiro de Música. Agora, com o disco “Outros 500”, Sid Ferreira desabafa sobre o Brasil atual e temas polêmicos como política, intolerância religiosa e racismo. O álbum será lançado em breve.

 

 

Curta a página do artista Facebook.com/sidferreiraoficial

 

FICHA TÉCNICA:

 

Baixo acústico: Rômulo Duarte

Bateria: Vitor Vieira

Flauta: Fernanda Vaz

Piano elétrico: Sérgio Pinheiro

Voz e violão: Sid Ferreira

Participação Especial: Yumi Park

 

Arranjo e Produção Musical:  Sid Ferreira

Mixagem e masterização: Carlos Fuchs

Imagens: Sérgio Carvalho, Sid Ferreira, Renato Oliveira e Max Weber

Foto da capa: Lucas Santos

Projeto Gráfico: Rodrigo Pinheiro

Álbum gravado entre fevereiro e julho de 2017 no estúdio Camelo Azul.

 

SILENT RIO (CARIOCA)

Sid Ferreira

 

Rio, de janeiRo a dezembro

Ciclo de eterna inspiração

Rio, não Escondo o sentimento

Crio para ti uMa canção

 

Da LEopoldina até Saens Peña

Tá Tudo azul, tá tudo em paz

Na janela, o meio-fio

E o reflexo do olhar vazio

Amanhece, mal o tempo passou

AmAnhece e o sono acabou

Uma pRece, e o sono acabou

 

Rio, apesar dO desalento

Brilho da sua luz é um clarão

Rio, passa o dia Fica o tempo

Amigo, pra guardar recordação

 

Da zona sul até a Penha

No céu azul o sol se vai

Ele senta no meio-fio

Ele sente o peito vazio

Anoitece, o cansaço passou

E carece só de samba e amor

E carece só de samba e amor

 

Rio, samba, levanta poeira

Filhos de São Sebastião

Rio, um exagero de beleza

Digo de todo coração

 

Barra, Copa, Ipanema

Ama tanto esse mar

Nem faz tanto frio

A noite aquece o Rio

Amanhece, mas o tempo parou

E parece que aqui tudo se amou

E parece que aqui tudo se amou

 

Mídia

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