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Quarta, 11 Outubro 2017 13:22

Seirabeira, poeta com posições firmes e convictas

Seirabeira. Foto de Joaquim Dantas. Seirabeira. Foto de Joaquim Dantas.

Uma entrevista feita via whatsapp onde o tempo foi otimizado, pois, a escritora trabalha bem a tecnologia de informação

Sempre buscamos otimizar nossos serviços de jornalismo usando recurso da tecnologia de informação. Nossa redação é pequena, os acessos são muitos e no jornalismo é fundamental a exclusividade. Vimos no Facebook, bela fonte de informação e não caimos em fakes, pois, checamos tudo, a poeta Seirabeira declamando, falando, recitando um poema e nos interessamos em fazer uma entrevista. Mandamos mensagem privada e dissemos que se achasse válido dar uma entrevista exclusiva que entrasse em contato. Ela entrou e segue abaixo uma bela entrevista com uma escritora com posições firmes e convictas.

 

Escritora Seirabeira obrigado por esta entrevista via WhatsApp. Queremos lembrar que entrevistas longas dificilmente são lidas na internet. Primeiro qual a tua formação profissional e quando você começou a atuar na literatura?

 

Bom dia. Sou formada em Letras e Direito. Componho desde os 13 anos. Desde 2014, venho publicando assiduamente nas redes sociais meus poemas e participando de vários saraus.

 

Quantos livros publicados você tem, se não tem, pretende publicar? E mais uma pergunta, Seirabeira, é seu nome ou é o pseudônimo literário?

 

Tenho publicações em revistas literárias. Mallarmagens, Bacanal, Escrita Pulsante, Revista de Ouro, Gente de Palavra, Libertinagem. E participei da coletânea Poesia Nua (poemas eróticos) com mais 11 poetas de Brasília-DF. Meu primeiro livro individual tem previsão de lançamento para dezembro deste ano. Seirabeira é meu pseudônimo.

 

Quem te inspira na literatura e porque? O que achas de Sindicatos e Academias Literárias?

 

Drummond em primeiro momento. O poeta que me revelou a poesia, aos 9 anos de idade, por meio de um bilhete esquecido sobre o banco de uma condução escolar. Eu não contive a curiosidade. Desenrolei o papel. Era o poema Memória do poeta Itabirano. Tenho um liame afetivo com Drummond desde então. Outros poetas com os quais me identifico: Quintana, Joao Cabral de Mello Neto, Manuel Bandeira e Manuel de Barros. Adoro a Anais Nin, o Charles Bukowski e o Tennessee Williams da literatura estadunidense. São escritores e poetas que trazem um remendo, cada qual a seu estilo, para costurar minha alma profundamente de contrastes. Existencialismo, solitude, ceticismo, erotismo, paixão, individualidade, lirismo. Sopram-me ventos de minhas próprias tempestades. Fala-se muito também, neste tipo de pergunta, dos consagrados e se esquece os "mortais", portanto, quero citar também Líria Porto e  Cristiane Sobral, admiro muito essas escritoras. Não estou filiada, nem atuo ativamente junto aos Sindicatos dos Escritores. Não posso opinar por não ter um olhar de perto.

 

Vi outro dia um video, uma transmissão ao vivo via facebook da Cristina Silva, onde você declamava poesia. Qual a técnica e a forma que utilizas para recitar, declamar, ler poesias? Você acha que poemas grandes, com muitos versos, devem ser ditos em Saraus? Quais os poemas que chamam mais atenção, que são bem recebidos em Saraus? E achas que vale a pena a participação nestes eventos?

 

Eu não tenho técnica. Ao menos, não sei conscientemente se a tenho. Quando falo em público, para uma multidão, procuro me lembrar do conceito da quarta parede do teatro, apenas isso. Mas se falo para duas pessoas, no corpo a corpo, olho nos olhos. Trago todo meu coração para a pele. Quando vocalizo a poesia, na verdade, me sinto escancarando às vísceras pra quem quer que seja. Quanto à extensão do poema, depende. Eu jamais diria sonetos de Camões em um sarau (risos). Fica enfadonho. E discursos teóricos sobre literatura também não. Para mim, sarau não é palestra, mas há quem se enverede por esse caminho. Eu mesclo poemas . Quando coordeno um sarau e tenho mais tempo de participação, falo poemas extensos; mas qdo estou com outros poetas me atento para o tempo exíguo e para o fato de que o sol tem de nascer para todos. Não posso querer ser o sol e dizer toda a poesia do mundo. Vale muito a pena participar de saraus. É a poesia no corpo a corpo, em carne viva. Os eróticos chamam muita atenção, sem dúvida. E os de conteúdo feministas também.

 

Como as pessoas podem ter acesso aos teus poemas ou aquele que declamas na internet. Coloque aqui o endereço da tua página pública no facebook, do teu canal no You Tube, do teu twitter, do Instagram, do blog, site, enfim, tudo que possa ser objeto do leitor desta entrevista, para curtir teus poemas e poemas de lês, declamas, interpretas.

 

Facebook - Seirabeira 

Instagram - Seirabeira Oficial 

YouTube - Canal da Seirabeira 

Gostaria de mencionar a tentativa de plágio é paráfrase q minha poesia está sofrendo. Desse modo, tenho publicado poucos inéditos. Medidas extrajudiciais estão sendo tomadas e, se não surtirem efeito, infelizmente, tenho de buscar resguardar meus direitos em outras instâncias.

 

Agradecemos pela entrevista e alguma coisa ficou pendente que gostaria de colocar, pedimos também, que depois de publicada a matéria divulgue na sua página do facebook para que o Cultura Alternativa tenha mais acesso, como também, dentro dos limites do Instagram, divulgue a entrevista que estará ajudando o Cultura Alternativa a ter mais acessos ok? Aguardo se alguma coisa ficou pendente que gostarias de colocar nesta entrevista?

 

Vou divulgar na minha fanpage. No Instagram, tenho de ver. Talvez o link. Por ser um espaço bem limitado. Eu que agradeço. Tá tudo certo.

 

Anand Rao

Editor do Cultura Alternativa

www.culturaalternativa.com.br

 

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