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Domingo, 08 Outubro 2017 11:16

Dia do Nordestino, sua gastronomia e sua arte.

Dia do Nordestino, sua gastronomia e sua arte. arrozbaiaodedois

 A data foi instituída em 2009, em homenagem ao centenário do nascimento de Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré, poeta popular, compositor e cantor cearense.

Além disso, trata-se também de uma homenagem ao célebre Catulo da Paixão Cearense, maranhense de São Luís e autor da famosa música “Luar do Sertão”.

O “Dia do Nordestino” foi criado em São Paulo, por ser a cidade onde vive o maior número nordestinos de todo o Brasil (com exceção do próprio Nordeste, claro). 

 A cultura popular do Nordeste é muito rica. Seu artesanato, musicalidade, religiosidade, culinária, festividades, mitos, lendas, crendices, costumes, danças, superstições e outras tantas formas de manifestações artísticas deste povo é sensacional. 

 

Ingredientes multiculturais

Além dos frutos nativos da caatinga e do agreste, a culinária nordestina incluiu em seu cardápio novidades trazidas por estrangeiros.

O coco, importante ingrediente da culinária regional, foi trazido da Índia, pelos portugueses. O sarapatel e a buchada são pratos baseados na culinária lusa.

No Sertão, vaqueiros mantêm o consumo de pratos simples e resistentes, feitos com carne de sol, mandioca, milho e feijão.

O azeite de dendê, tempero presente em boa parte dos pratos típicos, assim como a pimenta malagueta, foram trazidos pelos africanos. O acarajé e o vatapá são frutos dessa mistura cultural. Trata-se de uma culinária rica em temperos e em criatividade. Conheça os principais ingredientes usados na região:

Frutas: da imensa variedade de frutas consumidas na região, são feitos principalmente sucos e doces. Algumas delas: goiaba, caju, banana, manga, jaca, araçá, mangaba, sapoti, umbu, cajá e graviola.

Do caju, também é extraída a castanha, usada em muitas receitas tradicionais.

Azeite de dendê: usado principalmente na Bahia, o azeite de dendê tem uma cor alaranjada, que ajuda a colorir os pratos, e um sabor único. Produzido largamente no sudeste da Bahia, é extraído de uma palmeira originária da costa oriental da África.

Pimenta malagueta: a espécie foi trazida pelos negros da África e é usada principalmente na cozinha baiana.

Leite de coco: feito a partir da carne branca do coco, batida com um pouco de água e coada. É usado, por exemplo, no bobó de camarão.

Peixes e frutos do mar: a costa nordestina fornece peixes, moluscos e crustáceos largamente usados na cozinha local. Vários pratos são feitos à base de camarões graúdos. Caranguejos e siris são servidos em porções.

Feijão: são vários os tipos. Feijão branco, preto, verde e fradinho são os mais usados.

Queijo de coalho: produto típico do sertão nordestino, tem fabricação artesanal. É encontrado principalmente em Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.

Milho: consumido de inúmeras maneiras, não só no Nordeste. Pode ser cozido ou assado e servir de base para o preparo de canjicas, bolos, sorvete, pamonha, curau, entre outras receitas.

Mandioca: no Nordeste, a versão mais doce dessa raiz é conhecida como macaxeira. A farinha é usada como acompanhamento aos pratos e pode até ser consumida no café da manhã.

Carne bovina: é típico encontrar a carne já seca ao sol (a carne de sol) ou seca ao ar e conservada com sal (a carne seca). Pode ser servida em porções ou ser usada como ingrediente de pratos da região.

 

Culinária das festas juninas

A festa junina é uma das manifestações mais tradicionais do Nordeste e acontece em todos os estados, que frequentemente disputam o título da maior comemoração. Além das danças, música típica e brincadeiras, um dos maiores atrativos são os quitutes tipicamente servidos na festa. Como a Copa das Confederações e o Mundial de 2014 ocorrerão em junho, há grandes chances de os turistas poderem aproveitar os festejos típicos, que incluem os seguinte quitutes:

Milho cozido: depois de tirar a palha e os cabelos, o milho é cozido e servido com sal e, eventualmente, manteiga.

Canjica: também conhecida como curau em vários estados, é um doce feito à base de massa de milho triturado e leite de coco, servido com açúcar e canela em pó.

Pé de moleque: o doce é feito de maneiras bem diferentes em cada lugar do país. Uma das formas tradicionalmente encontradas nas festas, principalmente em Pernambuco, é uma espécie de bolo feito com massa de mandioca, castanhas e uma calda feita de açúcar e manteiga. Mais ao sul do país, o doce é feito de rapadura e amendoim.

Cocada: doce de coco feito com açúcar branco ou escuro. Pode ser encontrado sendo vendido nas ruas, como um doce de tabuleiro.

Arroz-doce: doce feito com arroz e leite. Pode ter leite condensado e ser servido com cravo e canela.

Pamonha (foto): doce ou salgada, a pamonha é feita com milho ralado e leite.

Cuscuz: prato de origem africana, tem diversas receitas que podem levar flocos de milho, sardinha, ovo e molho de bacalhau.

 

Pratos típicos

Buchada: a receita leva vísceras de bode cozidas no estômago (bucho) do animal. Para estômagos fortes.

Carne de sol com pirão de coalho: é a carne de sol servida com um pirão feito à base de queijo coalho, leite, manteiga de garrafa e farinha de mandioca.

Baião de dois: prato feito com feijão verde ou fradinho, misturado ao arroz branco, carne seca ou de sol e queijo coalho. Servido com a típica manteiga de garrafa.

Paçoca de carne seca: farofa feita com farinha de mandioca, carne seca moída e cebola. Pode ser servida com banana e acompanhar um baião de dois.

Tapioca: a massa à base de goma mandioca é feita em discos, como se fossem panquecas, e são servidas com recheios doces ou salgados. 

Acarajé (foto): preparado tipicamente pelas baianas, o acarajé é um bolinho de feijão fradinho frito em azeite de dendê. Pode ser recheado com vatapá, caruru e molho de pimenta.

Moqueca: ensopado de peixe com leite de coco, azeite de dendê, pimenta e coentro.

Caldo de sururu: sopa feita com mariscos, leite de coco e azeite de dendê.

Caldo de mocotó: a sopa servida quente é feita com patas de boi, de onde sai o tradicional caldo.

Dobradinha: prato à base de feijão branco cozido com bucho de boi.

Sarapatel: com receitas variadas em cada estado, o sarapatel é um ensopado feito com vísceras de porco, carneiro ou bode, engrossado com o sangue do animal. É servido com farinha e pimenta.

Vatapá: há várias versões para o creme de camarão, que pode levar pão, farinha de rosca ou fubá, amendoim, castanha de caju, pimenta, leite de coco e azeite de dendê.

Caruru: Assim como o vatapá, este prato caiu no gosto do paraense e também é servido por lá, com algumas modificações. Basicamente, o caruru é um pirão (farinha de mandioca misturada a um caldo quente) feito com quiabo, camarões, tempero verde e azeite de dendê.

Bolo de rolo: o doce é feito com um fino pão de ló enrolado com camadas de goiabada, coberto com açúcar. Servido em fatias finas.

 

 

 Pesquisa em sites diversos.

 

 

Agnes Adusumilli

Cultura Alternativa

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