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Sexta, 27 Outubro 2017 12:16

Ilustrações baseadas nos maiores clássicos do teatro brasileiro

O teatro é uma arte que vive em crise, mas nunca morre.

E não morre porque amamos teatro. Porque não conseguimos deixar ele morrer. Nossos dramaturgos fazem parte da nossa história.

Nossos atores, diretores, cenógrafos, iluminadores, figurinistas. Todos.

Como deixar de lembrar nomes como Nelson Rodrigues, Plínio Marcos, Ariano Suassuna e tantos outros grandes nomes do nosso teatro?

1- Auto da Compadecida

Amigo, veja bem, tenho uma história pra lhe contar.

É o caso de João e Chicó, uma dupla exemplar.

Não sei se é um repente ou cordel,

Mas é um “auto” que foi além de fala ou papel.

 

2- O Mistério de Irma Vap

Em novembro de 1986, “O Mistério de Irma Vap” estreava no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, com direção de Marília Pêra, pra inaugurar o chamado “teatro do ridículo”. 11 anos em cartaz com o mesmo elenco, agora é chamada de “teatro de fenômeno”. Ney Latorraca e Marco Nanini alternavam-se na interpretação de 16 personagens, trocando de roupa, identidade e voz em menos de 6 segundos.

 

3- Os Sertões, de José Celso Martinez Corrêa

Quando os portões do Teatro Oficina se abrem a primeira sensação é de medo. Se a lógica dita ao cérebro que é o formato é o de uma avenida, a catarse antropofágica convence de que é uma faringe. O público escorrega para dentro do Teatro como se fosse um pedaço de carne mastigado, e acha nas arquibancadas verticais algo onde se segurar do que está por vir.

 

4- Trair e Coçar é só Começar, de Marcos Caruso

Menina, tenho que te contar uma fofoca. Sabe a Olímpia, a empregada da dona Inês e do seu Eduardo? Pois é, achou que dona Inês traía seu Eduardo e aprontou uma confusão quando eles estavam preparando a festa de 16 anos de casados. Pois é! Quando foi isso?

 

5- Minha querida Dama

Se fosse feita uma música para homenagear o Teatro Brasileiro, a sequência de notas perfeitas seria dó-ré-bi. Porque Bibi Ferreira, ao lado de Paulo Autran, colocou o musical “Minha Querida Dama” na partitura dos maiores sucessos dos palcos nacionais.

 

6- Ópera do Malandro, de Chico Buarque

“Luísa”: “Ópera do Malandro” “já passou”, “Meu caro amigo”?

“Jorge Maravilha”: “Já passou”, “Luísa”. “Você não ouviu”? “Geni e o zepelim” “todos juntos”.

 

7- Navalha na Carne, de Plínio Marcos

A estreia da peça “Navalha na carne” no Rio de Janeiro, em 1968, seria com as portas do Teatro Opinião completamente fechadas. O Exército proibiu a apresentação. Tônia Carrero, já uma atriz consagrada, levou a peça para sua casa, enquanto eram distribuídas senhas para o povo saber o local. Repórter de um tempo mal, o dramaturgo Plínio Marcos teve praticamente toda a obra censurada, e fez do submundo sua manchete.

 

8- Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues

Senhoras e senhores, estamos hoje aqui reunidos para celebrar o amor entre Nelson Rodrigues e o Teatro. “Vestido de Noiva”, união desse amor, nasceu em 1943, em uma montagem que mudou para sempre a história dos palcos. Enquanto muitos casais faziam apenas um plano de vida, Rodrigues imaginou três: realidade, alucinação e memória.

 

9- A Partilha, de Miguel Fallabela

“A partilha”, escrita pelo ator, dramaturgo, diretor de teatro, dublador, cineasta, escritor, autor de novela, estreou em 1990, ficou 6 anos em cartaz, foi montada em 12 países, e depois virou filme de sucesso (ufa!).

 

10- José, do parto à sepultura, de Augusto Boal

“José, do parto à sepultura” estreou em 1961, no Teatro de Arena, e foi um dos muitos trabalhos cujo leme era o Teatro do Oprimido, método criado por ele que coloca a arte a serviço da inclusão social. Augusto Boal, diretor da montagem e um dos mais importantes nomes do cenário mundial, contava a seguinte história: certa vez, ele desenvolveu um trabalho com um grupo de empregadas domésticas dos sindicatos. Provocado por uma delas, ele apresentou o trabalho em um teatro de fato.

 

Fonte: https://www.facebook.com/itaucard/ 

 

 

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