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Terça, 14 Novembro 2017 15:50

‘ZAMA’, DE LUCRECIA MARTEL

Novo trabalho da consagrada diretora argentina Lucrecia Martel

“ZAMA” disputará o Prêmio Sur 2017, uma das principais premiações argentinas, em 11 categorias, entre elas, melhor filme, melhor diretor, melhor ator e melhor direção de arte – da brasileira Renata Pinheiro. Coproduzido com o Brasil, o longa chega aos cinemas brasileiros em 25 de janeiro, mas já passou pelos Festival de Cinema do Rio, 41ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e X Janela Internacional de Cinema, no Recife.

 

Com distribuição da Vitrine Filmes e coprodução de Vania Catani, da Bananeira Filmes, o longa retrata a trajetória de Zama (Daniel Giménez Cacho), um oficial da Coroa Espanhola nascido na América do Sul que aguarda uma carta do Rei autorizando-o a se transferir da cidade em que vive estagnado para um lugar melhor. Para garantir a transferência, Zama se ver forçado a aceitar todas as ordens e tarefas que são passadas por consecutivos governantes ao longo dos anos. Quando percebe que a tal carta não vai chegar, ele decide se unir a um grupo de soldados em busca de um perigoso bandido.

 

- Eu desejo ‘avançar’ para o passado com a mesmo irreverência que avançamos para o futuro. Sem tentar documentar fatos e utensílio pertinentes, porque Zama não tem pretensões históricas. Mas sim tentar submergir em um mundo que ainda hoje é vasto, com animais, plantas e com homens e mulheres pouco compreensíveis. O passado no nosso continente é borrado e confuso -, explica a diretora.

 

SINOPSE

​Zama, um oficial da Coroa Espanhola nascido na América do Sul, aguarda uma carta do Rei que deverá autorizá-lo a se transferir da cidade em que vive estagnado para um lugar melhor. Sua situação é delicada: ele deve se certificar de que nada ofusque sua realocação e se vê forçado a aceitar submissamente todas as tarefas que lhe são confiadas por consecutivos governadores que vêm e vão enquanto, ele fica para trás. Os anos passam e a carta do Rei nunca chega. Quando Zama percebe que tudo está perdido, se junta a um grupo de soldados que saem a perseguir um perigoso bandido.

 

SOBRE A BANANEIRA FILMES

Fundada em 2000 pela produtora Vania Catani, a Bananeira Filmes é uma das mais prestigiadas empresas produtoras de cinema no Brasil, onde a característica principal são os filmes de grande rigor artístico. Produziu mais de 20 longas e cinco curtas em 15 anos de existência. Somados, seus filmes já foram exibidos em aproximadamente 400 festivais, em 48 países e receberam mais de 180 prêmios.

Entre eles, destaque para Narradores de Javé, com direção de Eliane Caffé, e A festa da menina morta, de Matheus Nachtergaele, selecionado no Festival de Cannes em 2008; O Palhaço, do diretor Selton Mello, que levou mais de 1,5 milhão de pessoas e foi escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar de melhor filme estrangeiro.

Em 2016, a Bananeira lançou o suspense Mate-me por favor, primeiro longa da diretora carioca Anita Rocha da Silveira, que teve estreia mundial no Festival de Veneza. Em 2017, lançou Deserto, de Guilherme Weber, e O Filme da minha vida, terceira parceria com Selton Mello. Para 2018 estão programadas as estreias de ‘Todos os Paulos do Mundo”, de Rodrigo de Oliveira e Gustavo Ribeiro, uma homenagem aos 80 anos do grande artista Paulo José, e Serial Kelly, de René Guerra, apresentando Gaby Amarantos no papel principal.

Suas coproduções La playa (Colômbia), El Ardor (Argentina) e Jauja (Argentina), tiveram estreia internacional no Festival de Cannes. Zama (Argentina), da argentina Lucrecia Martel estreou em Veneza este ano.

 

Mídia

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