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Segunda, 30 Outubro 2017 05:02

Cada torcedor deve respeitar e valorizar seu clube e torcida, os profissionais são passageiros

Respeito ao torcedor e ao clube sempre. Respeito ao torcedor e ao clube sempre.

Técnicos, jogadores, tudo isso é passageiro, mas, o clube e a torcida são eternos

Sou torcedor do Fluminense e Náutico. O Náutico é meu time desde quando nasci, nasci em Recife, Pernambuco. O Fluminense desde que vim morar em Brasília, em 1970. Amo os dois com todas as minhas forças. São torcidas de elite, somos poucos, mas, somos mágicos. Se você é torcedor de outra torcida, lembre-se, você também tem muito valor. Para mim os meus times e suas torcidas, quer sejam deste ou daquele grupo político, me são caros. A instituição, o clube, é o que me representa no futebol e os torcedores são a manutenção desta representação.

Já os profissionais, que num dia estão em um clube e outro dia vestem a camisa de outro, beijam o escudo, e seguem sua busca em prol do seu salário e vida, estes são passíveis de críticas. Mesmo ídolos que ficaram muito tempo neste ou naquele clube, são remunerados, então podem ser criticados verbalmente, com vaias, enfim, da forma como o torcedor desejar, desde que não haja afrontas às leis que regem o país, e principalmente, no caso o esporte. Tudo dentro da legislação.

 

Sócio torcedor

Essa figura do sócio torcedor é muito válida. Mas, cada um sabe do seu poder aquisitivo ou onde quer investir o salário que ganha. Uns investem no clube que torcem, outros em pagamentos de escolas para os filhos, outros em pagamentos de dívidas pessoais, cada um sabe da sua vida. Vejo hoje muitos criticarem os que não são sócios. Meus amigos, o país quebrou, a economia acabou, e respeito, todo torcedor quer seja sócio ou não. Cada um que decida sobre sua vida financeira.

 

Ir ao estádio

Vejam a situação caótica do Rio de Janeiro com relação à segurança. Em Recife, as mulheres andam com duas bolsas, uma é para o ladrão. A segurança no país é medíocre e hoje, os ladrões não se situam apenas em camadas subjugadas na sociedade, estão em todas. Então muitos criticam quem não vai ao estádio. Eu, por exemplo, não vou, pois, não quero morrer, nem tão pouco ser assaltado, nem tão pouco deixar de usar a camisa do meu clube, nem tão pouco deixar de jogar "pó de arroz" símbolo vivo da história do Fluminense. Então não vou e não irei e nem por isso sou um torcedor menor. Meus clubes são compostos por torcidas que são elite, não são a massa, e isso legitima minha permanência em casa, vendo o jogo pela TV, pois, prezo pela minha vida.

 

TV Paga

Ao pagar uma Tv para ver meu clube e assinalar a minha paixão por ele, parte do meu investimento vai para o clube. E isso é genial. É assim que colaboro financeiramente para os clubes que torço e creio que meu investimento me dá retorno, pois, vejo as transmissões no meu camarote, tomando um belo vinho português (sou diabético, não posso mais beber uísque, campari, cerveja, que pena) e queijos franceses. E quem quiser que me critique, mas, colaboro com o clube dessa forma.

 

Colaboração espontânea

Outra ideia que gostaria de dar para o clube é a seguinte. Pago o ingresso, mas, não vou ao estádio. Estaria colaborando com o clube. Não precisaria dar uma colaboração mensal, como os sócio torcedor, minha colaboração seria esporádica. Não sei o dia de amanhã, neste país inexistente economicamente e sob todos os aspectos, o dia de amanhã é uma incognita. Colaboraria pagando o ingresso, quando pudesse e desejasse. Os clubes deveriam pensar nessa opção. E outra, o pagamento seria on line, não sairia de casa e faria na segurança do meu lar.

 

Jogadores e Técnicos

São profissionais desta área. Vestem a camisa de vários clubes. São raros os que ficam vários anos numa instituição, quando digo instituição, digo clube. E mesmo estes são passíveis de críticas. Ganham para isso e se o salário atrasa, errado está o clube que deve contratar profissionais conforme seu caixa ou patrocinador. Os jogadores e técnicos são remunerados e pagos para jogar bem, orientar bem o time  e vencer ou disputar com legitimidade. E não vencendo, não sendo legítimos em suas ações, não terão meu apoio, simples assim. Ou então terão, se eu relevar seus atos e tiver macro visão. Agora eu, enquanto torcedor, tenho o direito de vaiar, enfim, de atuar dentro do limite que a lei me possibilita, pois, sou eu quem o remunera. E este também tem o direito de me xingar e etc, dentro do limite que a lei. E se fizer isso, não terá mais meu apoio, nem tão pouco meu respeito, e vai terminar sei lá onde. Qual é o clube que vai querer um jogador que se posiciona contra sua própria torcida? Que cria problemas? Que é cheio de "mi mi mi"? Pensem profissionais, infelizmente, vocês têm que ouvir vaias e aguentar calados, pois, estão se expondo e quem se expõe e é remunerado pela massa, infelizmente, terá que ouvir de tudo e relevar. E quando não relevar vai enfrentar os problemas naturais dos seus atos.

 

Portanto amigos que chegaram até aqui na leitura. Eu sou torcedor e mais, não sou fanático, porque o fanático perde a noção do tempo e espaço, sou normal e torço com cadência. Em sendo um torcedor normal, valorizo quem é ou não sócio torcedor, a quem vai ou não ao estadio, quem é desse ou daquele grupo político interno no clube, mas, valorizo acima de tudo a torcida e o clube, do meu jeito, divulgando-os a meu modo e quando sou criticado ou elogiado por torcedores, respeito-os sempre. Enquanto jornalista o meu papel é divulgar e valorizar as torcidas dos meus clubes, como também, o clube e tenho feito isso diuturnamente.

 

Anand Rao

Editor do Cultura Alternativa

www.culturaalternativa.com.br

 

 

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