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Quarta, 01 Março 2017 15:46

Ser alegre, ser feliz, assusta e assusta muito

Felicidade Felicidade

Todos preferem o fraco, triste, que necessita de ajuda

Ser alegre, feliz, assusta. A primeira impressão é que você está bêbado. A segunda que você é louco. E a terceira que você é diferente. O comum é ser infeliz, reclamar da vida, criticar, mitificar os outros, enfim, isso é comum. Pois bem, digo a todos e não precisaria dizer, sou feliz. Não consigo mais ir a uma festa e ficar infeliz, ir a um baile e não dançar (mesmo que não saiba), deixar de fazer festas em casa, deixar de dizer o que sinto. Várias vezes quando estou muito feliz não bebi nada, mas, não sei como passar que não bebi. Alguns dirão é só não ser exagerado, mas, digo não sou, apenas a felicidade é intensa. Tenho a relatar que talvez isto aconteça por que venci dois cânceres, ou porque adoro malhar só na minha academia e todos perguntam se eu malho mesmo, e outra, não tenho mais tempo para mitificar, venerar os outros, ter ídolos, tenho sim tempo para elogiar, construir, rir, brincar e viver intensamente.

 

Sei que é ridículo e assustador este relato. Mas, não dá mais para andar na rua com medo, Deus vai me proteger é o que peço diariamente, terei cuidado, mas, não deixarei de realizar meus sonhos. Sei que cada vez mais sou convidado menos para eventos, tenho ficado só, mas, faz parte. É assustador você recepcionar uma pessoa extremamente feliz, é muito difícil e eu entendo isso. Mas é isso que eu quero para minha vida. Não quero magoar os que me rodeiam e peço desculpas, pois, sinto quando estão achando isso ou aquilo de mim, mas, não dá para voltar atrás. Sou feliz cada segundo, cada minuto, e quero mais muito mais. Além da felicidade creio estou em busca do Nirvana que no budismo é o estado de libertação total do sofrimento.

 

Notei também que quanto mais profundas as amizades ficam, mais você fica rodeado de preconceitos, de esteriótipos. Eles, os amigos profundos, começam a achar isso e aquilo de você. E assim como eu não quero achar isso e aquilo de ninguém, não quero também que achem de mim. Portanto, a amizade superficial talvez seja o caminho. Não tenho opinião firmada sobre a questão, mas, estou buscando caminhos para minimizar preconceitos e estereótipos.

 

Quanto ao cônjuge, companheiro, sou afeito ao estilo antigo de casar. Casei. Mas, não devo incomodar minha companheira com a minha alegria e felicidade, nem querer que ela me acompanhe nestes momentos. Cada um tem seu nível de felicidade e o meu é muito complexo, é intenso, talvez pelas doenças que tive e ela não teve doença alguma. E olha que ela é uma pessoa alegre, mas, você leitor não deve querer que seu cônjuge acompanhe o seu estado de espírito. Isso é incomum e dificílimo. Se você é triste é mais fácil, todos vão buscar te ajudar, te orientar. Mas, se é feliz, esteja preparado para que todos sintam que você é exagerado, permanentemente embriagado, louco e difícil de ser compreendido.

 

Portanto, fica a dica, ser feliz, alegre, intenso, assusta e assusta muito e esteja preparado para perder amigos e quase todos que vão ver em você sempre um bêbado, apesar de estar sóbrio, e sempre um louco, apesar de ser normalíssimo seu estado mental. E só posso terminar este texto te convidando a ser feliz, mas, convido só os que estão preparados para viver intensamente esse mundo assustador que é a felicidade.

 

Anand Rao

Leia-me e Ouça-me (Editoria Anand Rao)

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